A grande maioria dos norte-americanos está satisfeita com seu presidente, mas não tem qualquer ilusão sobre sua sinceridade, segundo pesquisas divuladas durante a semana. Sessenta e nove por cento das pessoas entrevistadas disseram apreciar as ações de Clinton no âmbito econômico e 60% acham que o caso Monica Lewinsky não danificou suas capacidades de governar o país, segundo a pesquisa do Wall Sreet Journal e NBC. O canal ABC publicou o mesmo número: 63% dos americanos reconheceram que Bill Clinton administrou bem a economia do país.
A posição de Clinton se reforça inclusive quando se trata de uma possível renúncia ou de um processo de ‘‘impeachment’’ (destituição) caso o Presidente acabe sendo considerado culpado de perjúrio ou indução a falso testemunho. No início do escândalo, em janeiro passado, os americanos disseram ser favoráveis a esta possibilidade, mas agora o quadro mudou.
Segundo a pesquisa ABC, 57% dos entrevistados são contrários a um processo de impeachment. A emissora destacou que é a primeira vez desde o início do escândalo que a maioria de americanos se opõe, em uma de suas pesquisas, a uma possibilidade deste tipo em caso de perjúrio ou de indução a falso testemunho por parte do presidente Clinton.
Mas, a opinião pública também mostra seu ceticismo quanto à personalidade do Presidente americano.
Sessenta e oito por cento dos entrevistados (53% em janeiro) estão convencidos de que Bill Clinton teve um caso com Monica Lewinsky, apesar de todos os seus desmentidos.
Sessenta e seis por cento responderam positivamente à declaração ‘‘Estou insatisfeito com a atitude do presidente Clinton no caso Lewinsky, mas isto não tem nada a ver com seu trabalho como Presidente’’.
Sessenta e seis por cento consideram que Clinton não dirá a verdade sobre o caso e 59% acham que Lewinsky tampouco dirá a verdade.
Mas, uma esmagadora maioria (85%) aprovam que o presidente Clinton testemunhe no próximo 17 de agosto: um sinal de cansaço da opinião pública.
Por outro lado, informou-se que os resultados da análise a ser feita pelo FBI em um vestido de Monica Lewinsky podem demorar. Nas conversas telefônicas gravadas, a ex-estagiária da Casa Branca dizia que o vestido estava manchado com esperma presidencial. ‘‘Jamais o lavarei’’, precisou, segundo a transcrição publicada por uma revista.

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