Washington Os criminosos de guerra iraquianos serão conduzidos à justiça ''não importa o tempo que levar'', afirmou ontem o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. ''Não sabemos o destino de Saddam Hussein'', declarou Fleischer durante uma entrevista coletiva. ''Porém, queremos garantir que aqueles que são responsáveis por crimes de guerra serão levados à justiça'', afirmou.
''Pouco importa o tempo que leve, se há pessoas que estão vivas, pouco importa onde estão, se são criminosos de guerra, será decisão da comunidade internacional'', acrescentou o porta-voz da presidência.
O presidente George W. Bush afirmou na quarta-feira que os iraquianos que maltratarem prisioneiros ou que violarem o direito de guerra serão considerados ''criminosos de guerra'' e enfrentarão a justiça.
''Este grupo de criminosos de guerra foi advertido: o dia da libertação do Iraque também será o dia da justiça'', declarou Bush na Base Aérea Macdill (Flórida) para centenas de soldados do quartel-general do Comando Central americano (Centcom), que comanda as operações militares no Iraque.
O Comando Central americano no Qatar revelou ontem que existe uma lista de 55 ex-autoridades iraquianas procuradas pelas forças da coalizão no Iraque.
Morte Barzan Al-Tikrit, um dos meio-irmãos de Saddam Hussein, foi morto ontem num bombardeio da aviação anglo-americana sobre sua casa na região de Ramadi, a oeste de Bagdá, afirmou à AFP no Cairo uma pessoa próxima à família.
Barzan Al-Tikrit estava em prisão domiciliar desde o dia 5 de março num palácio presidencial em Jadiya, perto do aeroporto de Bagdá, disse a fonte sob anonimato.
Após a entrada das tropas americanas em Bagdá, Barzan fugiu para sua casa de Ramadi.

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