A Agência de Inteligência da Defesa planeja desenvolver pequenas quantidades de uma variante potencialmente mais forte da batéria que gera o letal anthrax, disseram ontem oficiais do Pentágono. ''Nós planejamos seguir em frente'' assim que as revisões legais internas forem concluídas e o Congresso dos Estados Unidos for plenamente informado, disse Victoria Clarke, porta-voz do secretário da Defesa dos EUA, Donald H. Rumsfeld.
A existência do projeto foi revelada ontem pelo jornal The New York Times, segundo o qual este faria parte de um esforço de pesquisas mais amplo para melhorar as defesas norte-americanas contra agentes biológicos.
Rumsfeld identificou as armas biológicas como uma das mais latentes ''ameaças à segurança nacional''.
Na opinião de especialistas entrevistados pelo jornal, os Estados Unidos estão desafiando os limites do tratado global que proíbe a produção de armas biológicas. Um acordo assinado em 1972 impede a produção e aquisição de armas que possam disseminar enfermidades, mas permite experiências sobre vacinas e outras medidas preventivas.
Clarke diz que o objetivo de desenvolver uma nova cepa do anthrax é ''estritamente defensiva''. Segundo ela, o objetivo é garantir a existência de uma vacina eficiente no caso de alguma arma biológica ser utilizada contra soldados norte-americanos.

mockup