EUA amenizam sanções contra a Coréia do Norte
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de junho de 2000
Associated Press De Washington 
Menos de uma semana após a histórica reunião de cúpula entre as Coréias do Sul e do Norte, o presidente norte-americano Bill Clinton deu ontem os primeiros passos formais para aliviar as sanções econômicas que os Estados Unidos impuseram há meio século à nação comunista.
As novas normas permitirão que a Coréia do Norte exporte matérias-primas, produtos manufaturados e agropecuários aos EUA e a abertura de rotas marítimas e aéreas comerciais entre as duas nações.
As empresas norte-americanas poderão investir em agricultura, mineração e infra-estrutura no país comunista. Enquanto a Coréia do Norte constar da lista negra do Departamento de Estado, como um dos países que apóiam o terrorismo, continuarão em vigor as proibições de venda de alta tecnologia, e das chamadas mercadorias de duplo uso ou seja, as que poderiam ser utilizadas tanto para fins militares como civis.
Além disso, as autoridades norte-americanas ainda estão obrigadas por lei a se oporem aos financiamentos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional aos países acusados.
Apesar de o presidente Bill Clinton ter anunciado seus planos de aliviar as sanções havia nove meses, sua aplicação formal ocorre cinco dias antes do 50º aniversário do começo da Guerra da Coréia, em 25 de junho de 1950, e poucos dias após a decisão tomada em Pyongyang entre o presidente sul-coreano Kim Dae-jung e o líder norte-coreano Kim Jong-il de iniciar um processo de reconciliação.


