São Paulo - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse ontem que a Coréia do Norte terá que enfrentar ''graves consequências'' caso realize um segundo teste nuclear. Rice fez estas declarações em Seul, onde se reuniu com o ministro de Assuntos Exteriores sul-coreano e futuro secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.
Durante o encontro, ela pediu o apoio da comunidade internacional às sanções do Conselho de Segurança da ONU contra Pyongyang, aprovadas por unanimidade pelo CS da ONU no último sábado.
''Todos devem se esforçar para que a Coréia do Norte retorne às negociações entre as partes'', disse Rice, referindo-se ao diálogo que Pyongyang boicota desde o ano passado. No entanto, segundo a secretária, os EUA não pretendem pressionar a Coréia do Sul.
''Eu não vim a Seul nem a lugar nenhum para tentar ditar aos governos o que fazer. Os EUA não desejam fazer nada que agrave a situação. Queremos deixar em aberto a possibilidade de negociação, mas não queremos que a crise piore'', acrescentou Rice.
Ki-Moon também condenou a realização de um segundo teste nuclear norte-coreano. ''Não deve haver um segundo teste, já que isso iria agravar a atual situação'', disse o líder da ONU, acrescentando que a Coréia do Sul e os EUA concordam que, se isso ocorrer, haverá ''graves consequências'' para Pyongyang.
Seul reluta em aprovar a Iniciativa de Proliferação da Segurança, um acordo internacional elaborado pelos EUA que visa deter o tráfico de armas e poderia se uma ferramenta para impedir a entrada de armas na Coréia do Norte, ao lado das sanções impostas pela ONU.
Segundo Rice, o programa pretende ser ''eficaz'', mas não quer causar ''novos confrontos''. ''Há muitas maneiras de implementar (as sanções da ONU)'', disse Rice, dizendo que impor embargos ou bloqueios à Coréia do Norte seria uma medida ''exagerada''.
Durante a visita, a secretária de Estado reafirmou a aliança dos EUA com a Coréia do Sul, dizendo que o país é um dos ''sólidos pilares da paz e da estabilidade'' na península coreana. Cerca de 29.500 soldados americanos permanecem em território sul-coreano, um legado do período da guerra da Coréia (1950-1953).

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