EUA alertam grávidas sobre zika no Brasil
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de janeiro de 2016
France Presse 
Miami - Os Estados Unidos estão advertindo as mulheres grávidas para que evitem viajar ao Brasil e a outros países da América Latina afetados pelo vírus zika, que pode provocar graves consequências para o feto. "O vírus está se espalhando muito rapidamente através das Américas", disse na sexta-feira Lyle Petersen, diretor da divisão de doenças infeciosas transmitidas por vetores do Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades dos Estados Unidos (CDC).
Segundo Petersen, 26 casos foram diagnosticados nos Estados Unidos desde 2007 em pessoas que contraíram o vírus fora do país. "Mulheres grávidas em qualquer estágio devem considerar o adiamento de viagens às zonas onde a transmissão do vírus é permanente", recomenda o CDC. As zonas listadas são: Guiana Francesa, Martinica, Porto Rico, Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Suriname e Venezuela.
No Brasil, mais de 3.500 casos de microcefalia foram registrados entre outubro de 2015 e este mês de janeiro, no período de maior incidência do vírus zika. Os especialistas ainda não comprovaram a relação entre a doença e a alta no número de casos de microcefalia, mas "até que nós saibamos mais, e para agir com prudência, o CDC recomenda às mulheres grávidas ou às que querem engravidar que tomem precauções especiais".


