EUA acusam Síria de planejar ataque químico
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terça-feira, 27 de junho de 2017
Folhapress 
São Paulo - A Casa Branca alertou o presidente da Síria, Bashar al-Assad, de que ele e seu Exército "pagarão um preço alto" caso conduzam um ataque com armas químicas e disse que os Estados Unidos têm motivos para acreditar que tais preparações estão em andamento. Segundo comunicado divulgado na noite desta segunda-feira (26) pelo governo americano, os preparativos seriam semelhantes àqueles realizados antes do ataque com armas químicas no dia 4 de abril que matou dezenas de civis e fez com que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenasse o lançamento de um míssil em uma base aérea da Síria.
"Os EUA identificaram possíveis preparações para outro ataque de armas químicas pelo regime de Assad, que provavelmente resultaria no assassinato em massa de civis, incluindo crianças inocentes", disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. As autoridades norte-americanas, no entanto, não responderam de imediato a pedidos por comentários sobre potenciais planos dos EUA ou sobre os dados de inteligência que instigaram o comunicado.
O governo da Rússia criticou o recado dos EUA ao presidente sírio. "Eu não estou ciente de nenhuma informação sobre uma ameaça de que armas químicas podem ser usadas", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. "Certamente, nós consideramos tais ameaças para a liderança legítima da República Árabe da Síria inaceitáveis."
Assad, apoiado pela Rússia, nega as acusações de que suas forças tenham utilizado armas químicas contra a cidade rebelde de Khan Sheikhun e afirma que as vítimas foram "100% fabricadas". O presidente sírio garante que seu regime entregou em 2013 todas as armas químicas que tinha em seu poder com base no acordo negociado com a Rússia, para evitar a ameaça de um ataque dos EUA. O acordo foi posteriormente referendado em uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).


