Washington - Os Estados Unidos aceitaram nesta segunda-feira o resultado da recontagem de votos, como parte da auditoria parcial do referendo que permitiu ao presidente da Venezuela Hugo Chávez manter-se no poder, e pediram a reconciliação entre o governo e a oposição. ''Acreditamos que os resultados da auditoria são consistentes com os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral em 16 de agosto'', afirmou Adam Ereli, porta-voz adjunto do Departamento de Estado.
Segundo ele, a oposição a Chávez deve apresentar as provas de fraude que denuncia ou, caso contrário, ''seguir em frente''. ''Ainda há preocupações da oposição, mesmo depois da auditoria. Nossa posição é de defesa da reconciliação. Se a oposição tem preocupações, se tem provas que não foram consideradas, que não foram levadas em conta - é preciso reapresentá-las. Caso contrário, é hora de seguir em frente'', concluiu.
Enquanto isto, o diálogo para amenizar o confronto político na Venezuela, esperado depois da realização do referendo sobre o mandato do presidente, prossegue paralisado, em meio à insistência de líderes da oposição e empresários em não reconhecer a vitória do presidente Hugo Chávez nas urnas e a não negociar.
''Se a oposição não reconhece os resultados, o diálogo desejado pelo Centro Carter e a OEA não poderá ser alcançado'', admitiu o secretário-geral da OEA, César Gaviria, em entrevista à imprensa. Assim como o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, ele ressaltou que a recontagem dos votos durante a auditoria nos resultados da consulta popular confirmou a vitória de Chávez.

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