O presidente George W. Bush anunciou oficialmente ontem a retirada dos Estados Unidos do tratado do Tratado Antibalístico (ABM) firmado em 1972, a fim de poder instalar um sistema de defesa antimísseis contra ataques terroristas ou dos chamados estados párias.
''Não posso e não permitirei que os Estados Unidos permaneçam em um tratado que nos impede de desenvolver uma defesa efetiva'', disse Bush num discurso na Casa Branca, ao lado de seus principais assessores de política externa.
Logo após o anúncio do presidente americano, o governo Chinês se mostrou preocupado com o plano de Bush. ''Tomamos conhecimentos dos relatos sobre o plano e exprimimos a nossa preocupação. A China não é a favor de sistemas de defesa antimísseis'', disse a porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros chinês, Zhang Qiyue.
''Pensamos que é de grande importância assegurar o progresso do controle internacional dos armamentos e manter o equilíbrio estratégico global'', acrescentou. Zhang Qiyue apelou a para um ''diálogo estratégico'' acerca do sistema de defesa antimíssil preconizado pelos Estados Unidos e que, na opinião do governo chinês, terá um impacto negativo.
''Esperamos que os Estados Unidos levem em conta a opinião de outros países e tratem a questão cuidadosamente'', disse Zhang Qiyue. O presidente norte-americano, George W. Bush, notificou ontem a Rússia sobre a retirado do país do tratado antibalístico.

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