Dizendo ‘‘Eu pequei’’, um presidente Bill Clinton com lágrimas nos olhos fez ontem um comovido pedido de desculpas a Monica Lewinsky e a outros e prometeu lutar duro para manter seu cargo.
Enquanto conversas sobre um impeachment tomavam a capital, Clinton, diante de 106 pastores, rabinos e irmãs e com voz suave, confessional, abriu de forma sem precedentes sua alma num café da manhã de preces na Casa Branca.
‘‘Não penso que existe uma forma caprichosa de dizer que eu pequei’’, disse Clinton, pouco antes de o relatório do promotor-independente Kenneth Starr ter sido tornado público detalhando graficamente encontros sexuais.
Clinton, que esta semana deu início a uma intensa série de pedidos de desculpas para estancar a sangria de sua pior crise pessoal, tentou soar a nota de contrição que seus críticos e leais seguidores disseram ter faltado na sua admissão televisionada de 17 de agosto do caso extraconjugal com Lewinsky.
‘‘É importante para mim que todos que foram feridos saibam que o pesar que sinto é verdadeiro - primeiro e mais importante minha família, meu pessoal, meu gabinete, Monica Lewinsky e sua família, e o povo americano. Eu tenho pedido desculpas a todos’’, afirmou Clinton.
Foi a primeira vez que ele pediu publicamente desculpas a Lewinsky, que disse ao Grande Júri sobre vários encontros sexuais com o presidente dentro da Casa Branca, que tiveram início quando ela era uma estagiária de 21 anos.
Mas em face de muitos pedidos por sua renúncia da parte dos mais conservadores membros republicanos do Congresso, Clinton deixou claro que vai resistir fortemente a esta exigência, usando todos os recursos possíveis.France PresseClinton durante ato em memória das vítimas das embaixadas: perdãoReuters

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