O assassinato de um líder regional do Partido Popular (PP), domingo, em Zaragoza (Nordeste), faria parte da estratégia do ETA para as eleições antecipadas do País Basco espanhol, que acontecem no próximo dia 13. Esta é a opinião da maioria dos analistas políticos, registrada ontem nos principais jornais locais. Com grande crescimento segundo as pesquisas de intenção de votos, o PP estaria incomodando os separatistas.
Manuel Giménez Abad, de 52 anos, presidente do partido em Aragón (Norte) foi assassinado com dois tiros na cabeça quando caminhava para um jogo de futebol com seu filho de 17 anos. Autoridades do governo atribuíram o crime ao ETA, entretanto o grupo não reivindicou sua autoria até o momento.
Depois de acumular um ‘‘curriculum’’ de 30 assassinatos desde o início de 2000, a ausência de atentados com morte do ETA desde o dia 20 de março estava sendo interpretada por alguns analistas, sobretudo nos veículos nacionalistas bascos, como uma forma do grupo não atrapalhar a campanha do seu braço político, a coligação Euskal Herritarrok (EH).
Segundo as últimas pesquisas, este partido, que obteve 17,9% dos votos na última eleição no outono de 1998, vai sofrer no domingo um duro revés. O eleitorado, farto da violência política que deixou 800 mortos em 30 anos, promete dar uma resposta aos separatistas.
O Partido Popular, por sua vez, formação de direita na Espanha, conta com grande apoios justamente devido a sua oposição ao separatismo radical.
Se as previsões das pesquisas se confirmarem, o PP pode ficar inclusive com a presidência do País Basco. Com uma aliança com os socialistas, o Partido Popular promete colocar fim aos vinte anos de governo nacionalista moderado.

mockup