A organização separatista basca ETA pode estender suas ações violentas à França e um francês faria parte de sua ‘‘direção executiva’’, afirmou ontem o jornal conservador espanhol La Razón, citando fontes antiterroristas francesas. Segundo o jornal, a presença de um francês na direção da ETA se insere na vontade da organização de estender sua ação ao território francês.
Em 32 anos de luta armada, a ETA, responsável pela morte de 790 pessoas, civis e militares, assim como por inúmeros atentados materiais na Espanha, nunca havia levado sua ‘‘guerra’’ a território francês, que serviu sempre como ‘‘santuário’’ para seus comandos.
O País Basco frances, Navarra e o País Basco espanhol fazem parte dos territórios reivindicados pelos independentistas da ETA.
Ontem, a Justiça francesa condenou Ignacio Miguel Gracia Arregui, ou ‘‘Iãaki de Rentería’’, considerado um dos maiores dirigentes da organização separatista armada basca ETA, e José Javier Arizcuren Ruiz, ou ‘‘Kantauri’’, a cinco e oito anos de prisão, respetivamente. Outras oito pessoas, julgadas junto com os citados, em outubro passsado, foram condenadas a penas de três a oito anos de prisão.
Todas estas condenações estão acompanhadas de uma medida de expulsão definitiva da França, exceto a aplicada a uma condenada francesa e a outros que estão foragidos.
Bomba desativadaA ‘‘ertzaintza’’ (polícia autônoma basca) desativou ontem um pacote-bomba que foi localizado em um elevador da faculdade de jornalismo da Universidade do País Basco (UPV) em Leioa (Norte), informaram fontes policiais. O pacote continha entre dois e três quilos de explosivos.

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