ETA ignora pedidos e provoca atentados
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de outubro de 2001
France Presse<br> De Madri 
O ETA continuou com sua campanha de terror no País Basco, explodindo um carro-bomba ontem em Vitória (norte), apesar da condenação internacional ao terrorismo após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. De nada serviram os reiterados pedidos do governo basco e do Partido Nacionalista Basco (PNV) a favor de uma nova trégua, que foram intensificados nas últimas semanas nos meios separatistas ligados ao ETA. A polícia atribuiu à organização clandestina o atentado de ontem.
Este foi 14º carro que o ETA explodiu desde o início do ano. A explosão provocou apenas ferimentos leves em um pedestre, mas causou importantes danos materiais ao Palácio de Justiça de Vitória, capital administrativa do País Basco.
Outro atentado também atribuído à organização basca armada destruiu parcialmente, na sexta-feira passada, uma discoteca de Lacunza - região limítrofe de Navarra, reivindicada pelos separatistas bascos radicais -, sem provocar vítimas nem feridos, mas causando vários danos materiais.
''Não haverá trégua!'', afirmou um universitário basco, que pediu anonimato.
''O ETA não vai parar de atuar por causa dos atentados nos Estados Unidos. Não vai mudar, mas talvez realize ações mais moderadas, sem vítimas fatais, sem provocar situações desestabilizadoras'', disse o mesmo informante, assinalando que a luta que o ETA promove nada tem a ver com a questão do terrorismo nos Estados Unidos.
A última vítima fatal do ETA, o general do Exército espanhol Justo Oreja Pedraza, morreu no dia 28 de julho passado, um mês depois de ter sido gravemente ferido em um atentado com explosivos em Madri. Desde o início do ano, as ações terroristas reivindicadas pela organização basca causaram 12 mortes.


