A organização separatista basca ETA assumiu responsabilidade ontem por 12 ataques cometidos entre 9 de maio e 29 de julho, incluindo a morte de dois políticos espanhóis no mês passado. Em um comunicado ontem, a ETA admitiu ter matado Jose Maria Martin Carpena, um membro do conselho regional do partido governista Partido Popular, que foi baleado na cidade de Málaga, no dia 12 de julho.
O grupo armado assumiu ainda ter assassinado no dia 29 de julho Juan Maria Jauregui, de 49 anos, um político do Partido Socialista e ex-representante do Ministério do Interior da região basca. O comunicado não mencionou os dois carros-bomba e um tiroteio, incidentes ocorridos em diferentes cidades espanholas nesta semana, que deixaram duas pessoas mortas e 11 feridos.
A organização já matou cerca de 800 pessoas desde 1968, em sua luta pela independência das três províncias bascas. Desde que terminou um cessar-fogo de 14 meses em dezembro passado, a ETA já foi acusada de nove mortes e cerca de 20 ataques.
Um grupo de oito encapuzados assaltou e incendiou ontem um ônibus em Getxo (Norte da Espanha), em uma nova mostra de violência de rua no País Basco. Os assaltantes obrigaram os passageiros e o motorista a descer do veículo, derramaram um líquido inflamável no interior e atearam fogo.
Este novo ato de se registra um dia depois de um ‘‘dia de luta’’, com o qual os independentistas radicais homenagearam quatro ativistas da ETA mortos na segunda-feira em Bilbao.
O temido ‘‘dia de luta’’ terminou finalmente com alguns incidentes violentos isolados, entre os quais se registrou o incêndio de vários ônibus em diversas localidades do País Basco.
Rússia O atentado à bomba qu causou a morte de 8 pessoas e 96 feridos em uma passagem sob a praça Pushkin, em Moscou, deve ter sido obra da delinquência organizada e não de separatistas chechenos, defendeu ontem o jornal moscovita Kommersant.
De acordo com o diário, no local do atentado ‘‘há vários quiosques de vendas, sendo que cada um deles fatura em torno de US$ 10.000 por mês’’. Segundo o jornal, ‘‘é inevitável que tanto dinheiro atraia a ação de bandidos que ‘vendem’ proteção aos comerciantes’’. Uma outra coincidência, de acordo com o jornal, é que o explosivo usado em Moscou é diferente do empregado geralmente pelos separatistas chechenos.

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