ETA age de novo e mata um vereador
Um vereador (conselheiro) do Partido Popular (PP), no poder, morreu ontem em Terrasa (Nordeste da Espanha), depois da explosão de uma bomba supostamente colocada sob seu carro pelo ETA, confirmou o presidente do Governo espanhol, José María Aznar. Francisco Cano Consuegra, único vereador do PP na localidade vizinha de Viladecavalls, morreu em consequência dos graves ferimentos que sofreu por volta das 11 horas da manhã, na explosão de uma bomba colocada em seu furgão, que foi inteiramente destruído.
O vereador foi retirado do local ainda com vida, mas acabou morrendo no hospital, enquanto era operado.
Francisco Cano, 45, era eletricista, casado, pai de duas filhas e ocupava o cargo de vereador pelo PP desde 1995.
A vítima, que não tinha escolta policial, morava em Viladecavalls mas trabalhava em Terrasa e chegou a rodar quatro horas com seu furgão antes de a bomba explodir, informou a delegada do Governo na Catalunha, Julia García Valdecasas.
As primeiras suspeitas de autoria do atentado recaem sobre o grupo separatista basco ETA, que já matou 21 pessoas, entre elas quatro vereadores do PP, desde que, no início deste ano, rompeu a trégua que mantinha há 14 meses.
A última ação terrorista do ETA em Barcelona onde, segundo o Ministério do Interior espanhol, a organização armada dispõe de infra-estrutura permanente aconteceu no último dia 21 de novembro, quando o ex-ministro socialista da Saúde Ernest Lluch foi assassinado.
Os terroristas não têm a menor esperança de mudar nada neste país, apenas a lamentável esperança de continuar espalhando sangue, dor e lágrimas, afirmou o secretário-geral do Partido Socialista (PSOE, principal partido de oposição), José Luis Rodríguez Zapatero, ao condenar o atentado contra Cano.
Esta nova ação do ETA acontece apenas dois dias depois de o Partido Popular e o PSOE terem assinado um pacto contra o terrorismo da organização armada.
Reação de AznarO chefe do Governo espanhol José María Aznar condenou veementemente a nova demonstração sanguinária dos terroristas, depois do assassinato do seu correligiário Francisco Cano Consuegra, em Terrassa.





