São Paulo - Um membro do partido do recém-empossado primeiro ministro indiano, Narendra Modi, declarou ontem que o estupro "às vezes é correto, às vezes é errado". A Índia ganhou destaque no noticiário internacional por diversos casos recentes de estupros coletivos, muitas vezes seguidos de assassinato da vítima, agravados pela impunidade dos agressores.
Babulal Gaur, do BJP, sigla que saiu vitoriosa nas eleições nacionais de maio, declarou ainda que o estupro "é um crime social, que depende dos homens e das mulheres [para acontecer]". Ele é o ministro da Casa Civil do Estado de Madhya Pradesh, na região central do país.
O assunto voltou a ser discutido após a repercussão de um caso no Estado vizinho de Uttar Pradesh, no qual duas meninas, de 12 e 14 anos de idade, foram estupradas e enforcadas por cinco agressores, dois dos quais, policiais. As autoridades locais se recusaram a investigar, a princípio, pelo fato de as vítimas serem dálits, a camada mais baixa do sistema de castas hindu.
Gaur ainda expressou solidariedade para com o ministro-chefe de Uttar Pradesh, Mulayam Singh Yadav, que, durante as eleições, criticou um projeto de lei que prevê pena de morte para condenados por estupro coletivo. "Meninos cometem erros. Vamos enforcá-los por estuprar?", declarou Yadav, anteriormente.
O BJP disse que as declarações de Gaur expressam suas opiniões pessoais, e não as do partido.

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