Estudos mostram danos causados por queimadas
France Presse
Queimar zonas florestais para cultivá-las ou para proteger o ecossistema é prejudicial para as matas, que se tornam mais vulneráveis e correm risco de se transformar em savanas. Essa é a conclusão de três estudos que serão publicados hoje na revista Science.
Em diversas regiões são feitos incêndios controlados acreditando que estas zonas queimadas reduzem os riscos de propagação de focos de incêndio acidentais e desempenham um papel de corta-fogos, ou que permitirão a regeneração do bosque posteriormente.
Num dos artigos, Mark Cochrane, do Instituto de Investigação de Woods Hole (Massachusetts), destaca que a menos que modifiquem a utilização que se faz dos terrenos e as práticas contra incêndios, o fogo poderá transformar grandes zonas de floresta tropical em simples arbustos ou savanas.
Segundo o especialista, uma vez que se queima uma zona, ela se torna muito mais vulnerável e os incêndios são muito mais difíceis de controlar. Num outro artigo, Jon Keeley, do U.S. Geological Survey, destaca que os incêndios de matas na Califórnia são cada vez mais destrutivos e é sabido que o problema se intensifica com a prática de queimadas para deter a expansão do fogo, o que, ao contrário, provoca incêndios incontroláveis.
Por último, Johann Goldammer, do Max Plank Institute na Alemanha, sublinha numa análise que o número de incêndios continuará aumentando, sobretudo na Ásia, devido aos fogos destinados a criar zonas agrícolas e ao aumento do número e gravidade dos fenômenos meteorológicos do tipo do El Niño.





