Estudo critica conteúdo nocivo de desenhos animados
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de junho de 2000
France Presse De Chicago 
A violência nos desenhos animados está aumentando, e por isso o sistema de avaliação deve ser alterado para especificar este tipo de conteúdo mais claramente, segundo um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard.
O estudo considerou que o nível da violência física por cada meia hora, tanto a infligida por armas, facas, canhões ou simples magia, aumentou seu nível em seis minutos em 1940 e a nove em 1999. Ana e o rei e Corcunda de Notre-Dame se encontram entre os maiores infratores, segundo os pesquisadores de Harvard.
Eles encontraram pelo menos uma instância de violência deliberada em todos os filmes revisados para o estudo 74 no total classificados nos Estados Unidos com a categoria G (para audiências gerais), embora, para justificá-lo, muitas das vítimas eram apresentadas como de mau caráter.
A categoria G não significa automaticamente que o nível de violência seja aceitável para a maioria dos jovens espectadores, disse Fumie Yokota, pesquisador do Centro Escolar de Análises de Riscos (Schools Center for Risk Analysis), e um dos autores do estudo.
A Motion Picture Association of America deve admitir alterar o sistema de classificação baseado na idade por um baseado no conteúdo, que é o que a maioria dos pais prefere, acrescentou.
Yokota admite que ainda não existe um consenso em torno do efeito da violência das telas sobre as crianças, mas cita evidências clínicas segundo as quais uma longa exposição poderia ser prejudicial.
O estudo, publicado pelo Journal of the American Medical Association, examinou filmes em vídeo nos Estados Unidos. Recentes estudos, citados no documento, descobriram que as crianças entre dois e sete anos passam 90 minutos por dia vendo vídeos.


