São Paulo - Estudantes chilenos rejeitaram na noite de quinta-feira o cronograma de trabalho proposto pelo governo do presidente Sebastián PiÀera, com o objetivo de pôr fim ao conflito estudantil que se prolonga por mais de três meses.
Depois de mais de dez horas de debate na cidade de Talca, a Confederação de Estudantes do Chile (Confech) exigiu, entre outros pontos, a suspensão da tramitação dos projetos de lei sobre a educação que estão sendo debatidos no Congresso. As principais reivindicações são o financiamento estudantil e institucional e o fortalecimento da educação pública.
Os estudantes estão em greve desde meados de maio para exigir que o governo volte a administrar a educação primária e secundária, que proíba as instituições privadas de lucrar com a educação e que fique garantido na Constituição o direito a uma educação pública e de qualidade.
No Chile, com 17 milhões de habitantes, há 1 milhão de alunos na educação superior, incluindo universidades e institutos técnicos, mas essa ampla cobertura contrasta com as elevadas dívidas que os jovens devem contrair para financiar seus estudos.
Na segunda-feira, os universitários e docentes devem entregar ao governo uma contraproposta para prosseguir com as conversas, o que anula a possibilidade de se reunirem com o Executivo nesta sexta, como estava previsto.

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