Estudantes e ONG organizaram ato em Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de fevereiro de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
Assim como em centenas de cidades em todo o mundo, a população londrinense realizou uma passeata contra a possível guerra contra o Iraque. Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da ONG Movpaz criada há dois anos encabeçaram o movimento.
A concentração dos manifestantes foi no Calçadão da Avenida Paraná (área central) durante a manhã de ontem. Cerca de 100 pessoas empunhavam faixas e cartazes pedindo a paz entre as nações. ''A idéia surgiu durante o Fórum Social Mundial (realizado mês passado em Porto Alegre), quando foi definida esta data para um protesto mundial contra a guerra. Estamos fazendo também um abaixo-assinado pela paz'', disse o estudante universitário Samuel Moura Santos, 23 anos.
Durante a passeata, foram distribuídos panfletos e textos sobre os ''verdadeiros motivos'' que estariam provocando a guerra (interesse mútuo pelo petróleo, domínio norte-americano do território árabe, entre outros). Para o engenheiro civil e coordenador do Movpaz, Luis Claudio Galhardi, 41 anos, a mobilização é positiva e não deve ser pontuada somente durante a crise Estados Unidos-Iraque.
''Todos conhecem os verbos detonar, destruir e guerrear, mas poucos sabem que existe no dicionário o verbo pazear. Temos que transformar o substantivo paz em ação'', discursou Galhardi. Os interessados em conhecer as propostas do movimento podem acessar o site na internet www.movpaz.londrina.com.br
Em Curitiba, centenas de pessoas participaram da Marcha Mundial pela Paz. A concentração foi às 9 horas, na Praça Santos Andrade, seguida de uma caminhada até a Boca Maldita, no centro. Os manifestantes chegaram a queimar uma bandeira dos Estados Unidos. Eles estenderam lonas pretas, fazendo uma referência ao petróleo e pintaram as mãos de branco, mostrando que a ameaça de guerra deve ser combatida sem armas. ''Os Estados Unidos não podem mais esconder que o objetivo da guerra não é lutar contra o terror e sim tomar o controle do petróleo iraquiano'', disse um dos organizadores, o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Paraná (CUT) Roberto Von Der Osten. (Colaborou Ellen Taborda, de Curitiba)


