Estudantes chilenos fazem protesto violento
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
France Presse 
Santiago - Uma nova jornada de protestos do movimento estudantil que exige desde maio uma educação de qualidade e gratuita teve início ontem com barricadas e distúrbios em vários setores de Santiago do Chile, causando caos na circulação da cidade. A manifestação teve início violento, com a instalação de barricadas incendiárias em vários pontos da capital
Os incidentes ocorreram cedo nos arredores de diversas universidades e colégios, onde foram levantadas barricadas incendiárias e registrados confrontos violentos com a polícia. Um ônibus do transporte público foi incendiado por um grupo de encapuzados. O motorista ficou ferido, mas todos os passageiros saíram ilesos.
Em ao menos outros 10 pontos da cidade também foram levantadas barricadas e fogueiras com queima de lixo, pneus e outros objetos, que obrigaram a paralisação do trânsito em grande parte da cidade, de 6 milhões de habitantes, na hora do rush pela manhã, provocando engarrafamentos.
O dia de protestos foi convocado pela Confederação de Estudantes do Chile (Confech) e ocorre no momento em que o diálogo com o governo está interrompido, depois que os estudantes se retiraram em 4 de outubro da mesa de negociação aberta para destravar esse conflito que se arrasta há mais de cinco meses.
A mobilização conta com o apoio de cerca de 70 organizações, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central sindical do país, e o Colegiado de Professores, que chamaram seus associados a protestar com os estudantes na quarta-feira, quando estão previstas duas marchas que se encontrarão no centro de Santiago.
O governo repudiou a violência e disse que a manifestação não conseguiu nesta terça-feira paralisar o país. A polícia chilena não entregou ainda um relatório com o número de presos e feridos.''Sabemos que a violência não reflete o que é o movimento (...), mas também temos que nos questionar por que chegamos a esse nível de protesto'', disse Camilo Ballesteros, um dos líderes do movimento estudantil.


