Estudante curitibano diz que ataque foi inesperado
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sexta-feira, 18 de dezembro de 1998
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O presidente da Juventude do PMDB de Curitiba, Antônio Carlos Caccia, passou quatro dias no Iraque. Caccia regressou ao Brasil na noite de terça-feira, cerca de 24 horas antes da realização do primeiro bombardeio. Para ele, os iraquianos foram pegos completamente de surpresa. Caccia participou em Bagdá de uma conferência da Organização dos Estudantes e Jovens dos Países Não-Alinhados (NASYO), que discutiu embargos internacionais contra países como Cuba, Iraque, Líbia e Sudão. Os iraquianos estão sofrendo muito. Falta comida e remédio, citou.
Nas horas que antecederam o ataque, Caccia relatou que atmosfera em Bagdá era tranquila. Ele disse que o governo iraquiano previa uma possível ação por parte dos EUA a partir de janeiro. O dirigente peemedebista só ficou sabendo da operação quando aterrisou em São Paulo. Minha primeira reação foi ficar muito nervoso com isso. Foi um ataque genocida, fascista e covarde. O único objetivo do bombardeio, segundo Caccia, é desviar a atenção do processo de impeachment contra Bill Clinton.
Sobre as ações dos inspetores da ONU, que buscavam armas de desturição em massa no Iraque, Antônio Caccia observou que as incursões tinham o intuito de provocar os iraquianos.


