Estrangeiros saem das Ilhas Salomão
Centenas de estrangeiros, na maioria mulheres e crianças, embarcaram ontem num navio australiano atracado nas Ilhas Salomão para fugir dos confrontos entre grupos rebeldes que se enfrentam nas selvas e na capital daquele país do Pacífico Sul. Durante duas horas e meia, numa operação aparentemente calma e ordeira, cerca de 250 pessoas foram transportadas em barcos para o HMS Tobruk, um navio com capacidade para 800 passageiros que pernoitará na baía em torno da capital, Honiara, e deverá zarpar hoje. Há 700 australianos e 220 neozelandeses nas ilhas. A situação em Honiara também era ontem de calma, pela primeira vez desde a detenção do primeiro-ministro por um grupo rebelde na segunda-feira e, a partir de então, a escalada dos conflitos entre grupos rivais das duas principais ilhas do país Guadalccanal e Malaita. O primeiro-ministro Bartholomew Ulufaalu continuava detido ontem, apesar de sua lilbertação (em troca de sua renúncia) já ter sido negociada anteontem. Ontem não se sabia se o negociador rebelde Andrew Nori havia desistido do acordo ou perdido o controle sobre os combatentes de seu grupo.





