Alguns norte-americanos que vivem na Macedônia faziam suas malas ontem obedecendo ordens de retirada de todo o pessoal não essencial da embaixada e de trabalhadores contratados pelo governo dos EUA depois que distúrbios revelaram um crescente sentimento antiocidental. Cerca de 30 americanos devem deixar o país amanhã após os Estados Unidos terem tomado providências para proteger seus cidadãos da violência étnica que está assumindo uma crescente coloração antiestrangeira.
O Canadá emitiu ontem uma advertência de viagem, e aconselhou os canadenses a deixar o país. A Alemanha e a Grã-Bretanha também emitiram advertências a seus cidadãos para que não viajem à Macedônia.
O ambiente no país estava tenso mesmo antes de reservistas das Forças Armadas terem feito disparos no Parlamento na noite de segunda-feira durante um violento protesto de cerca de 5.000 eslavos étnicos contra um cessar-fogo com combatentes albaneses que estavam cercados na vila de Aracinovo, nos arredores da capital.
Apesar de não ter havido ainda notícias de violência contra norte-americanos ou outros ocidentais na capital, alguns moradores têm percebido sutis mudanças de atitude nos últimos dias. E têm ocorrido incidentes menores, como pichações antiamericanas em casas, ou vidros quebrados de carros de proprietários americanos.
Os rebeldes foram liberados nas proximidades da vila de Nikustak, onde têm havido crescentes escaramuças. Esporádicos tiroteios também foram noticiados ontem ao longo da fronteira da província iugoslava de Kosovo e nos arredores da segunda maior cidade da Macedônia, Tetovo.

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