Estrangeiros apavorados estão fugindo de Jacarta
Estrangeiros apavorados
estão fugindo de Jacarta
Bernard Estrade
France Presse
A debandada de residentes estrangeiros em Jacarta se acelerou ontem, ante rumores de iminentes manifestações e pelo temor de nova orgia de incêndios e saques. Depois das primeiras expatriações de funcionários ocidentais das grandes empresas internacionais, ante insistentes apelos das embaixadas ocidentais, seguiram-se as dos cidadãos asiáticos.
É como uma bomba-relógio, explicou o rico indonésio Didi Harizono, que aproveitou o domingo de calma para ir ao aeroporto e embarcar.
Mais diplomático, o embaixador dos Estados Unidos na Indonésia, Stapleton Roy, que partiu sábado no primeiro avião especial de retirada de norte-americanos, qualificou a situação de potencialmente muito volátil.
Segundo a célula de crise norte-americana, na última hora deste domingo, já tinham abandonado a Indonésia 3.200 de seus compatriotas, entre eles todas as famílias e o pessoal não necessário da embaixada.
Por sua parte, a companhia Air France anunciou para hoje um vôo suplementar e um comboio da embaixada da França até o aeroporto em caso de necessidade sob proteção militar.
O êxodo foi provocado pela orgia de saques e destruições da cidade chinesa e de vários bairros comerciais quinta e sexta-feira passadas, que causou pelo menos 500 mortos e nos quais o Exército não interveio.
A partir de então, quase mais ninguém confia nos apelos oficiais à calma.





