Mesmo depois da manifestação de centenas de pessoas, numa vigília que durou a noite inteira, exigindo a renúncia do presidente das Filipinas, Joseph Estrada, ele disse que ficará no cargo até o final do mandato.
Dançando e cantando, os manifestantes – que mais pareciam estar em um carnaval – prolongaram o ato até o início desta quinta-feira com bandas de rock ridicularizando o presidente. Ele está sendo julgado por corrupção acusado de receber suborno de loterias ilegais do país.
Além do protesto principal em Manilla, capital do país, outros grupos também exigiram a saída de Estrada em várias cidades.
Na cidade de San Carlos, 170 quilômetros ao norte da capital, o presidente disse que estava pronto para enfrentar um processo de impeachment antes de 7 de dezembro. ‘‘Eu estou confiante que serei inocentado das acusações’’, declarou. ‘‘Meu mandato termina em junho de 2004 e eu não tenho intenção de mudar isso’’, concluiu.
Os manifestantes que são contra Estrada, cerca de 20 mil nos protestos, marcharam para o palácio presidencial na última quarta-feira. Entre os mais radicais, alguns acamparam no meio das principais ruas da capital. Dois caminhões baú se uniram aos grupos de protesto para servir de palco aos discursos e encenações teatrais ridicularizando o presidente.
O ato coincidiu com um feriado nacional em comemoração ao Dia dos Heróis. O presidente é acusado de receber milhões de dólares como uma espécie de ‘‘imposto’’ das loterias ilegais.
Para que ele seja afastado do cargo são necessários os votos de dois terços, pelo menos 15 entre os 22 senadores. O Senado costumava apoiar Estrada, mas diante do escândalo o número de aliados caiu de 14 para apenas cinco.

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