Estatuto anti-terror provoca controvérsia
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
France Presse 
Bogotá Um estatuto antiterrorista, que concede maior liberdade de ação às forças militares, foi aprovado pelo Congresso colombiano, apesar das críticas dos partidos de esquerda, das Nações Unidas e de organizações de direitos humanos. O estatuto, aprovado na quarta-feira por 67 votos contra 23, permite às autoridades prender suspeitos e revistar locais sem mandato judicial, e interceptar comunicações e correspondências. O prazo destas novas disposições legais é limitado a quatro anos, prorrogáveis por um período igual.
O estatuto também autoriza as forças militares a manter os presos em seu poder por mais tempo, antes de entregá-los às autoridades judiciárias; também permite à Procuradoria conceder funções de policial aos militares, como a de recolher provas.
Este estatuto antiterrorista deve entrar em vigor em agosto de 2004, depois da revisão do texto pela Corte Constitucional, declarou ontem o ministro colombiano do Interior, Sabas Pretelt.
''Estas novas disposições serão utilizadas apenas para lutar contra o terrorismo'', garantiu Pretelt à imprensa. ''O novo estatuto é um instrumento de tempo limitado, e com uma ampla série de controles'', afirmou o senador oficialista Rafael Pardo. ''Qualquer detenção ou interceptação sem ordem judicial deverá ser notificada imediatamente à Procuradoria, um controle judicial deverá ser realizado nas 36 horas seguintes, e o governo terá de emitir um informe semestral ao Congresso sobre a utilização destas novas disposições'', explicou Pardo, avisando: ''Quem abusar do novo estatuto será punido com severidade''.
''Tudo o que queremos é prevenir o terrorismo e proteger a população civil'', afirmou o comandante das Forças Militares, o general Carlos Alberto Ospina.


