O ‘‘Sudário de Edesa’’, a representação mais antiga do rosto de Jesus Cristo que se tenha memória, datada do século VI, domina o pavilhão da Santa Sé na exposição de Hannover.
O conceito central da apresentação da Igreja Católica ‘‘é que nesta Expo se esboça o futuro da humanidade, sobretudo através da técnica e da tecnologia, e a Santa Sé quer que, no desenvolvimento do mundo, também estejam presentes alguns valores que fazem referência ao Homem’’, afirmou monsenhor Antonio Filipazzi.
‘‘Para a Igreja, é Cristo o centro da idéia sobre o Homem e sobre o mundo. Deste centro vem sua proposta acerca da paz, da justiça, da família, da criança, da mulher, dos direitos humanos’’, assinalou.
O pavilhão uma exposição intitulada ‘‘Cristo, ontem, hoje e sempre’’, e os visitantes, além de percorrê-la, poderão venerar a imagem milagrosa de Jesus que, segundo a tradição, ‘‘não foi realizada por nenhuma mão humana’’ e salvou a cidade de Edesa (hoje Sanliurfa, Turquia) das invasões de tropas persas no ano 544.
O ícone teria chegado a essa cidade da Ásia Menor diretamente desde a Palestina, nos tempos de Jesus. Conta a lenda que o então rei de Edesa, Abgaro, se encontrava gravemente enfermo e que tendo ouvido falar dos milagres de Jesus enviou um servo para lhe pedir que fosse curá-lo.
Jesus entregou ao servo de Abgaro um sudário sobre o qual, milagrosamente, se via seu rosto. O monarca recebeu a tela com a imagem de Cristo e ao vê-la se curou, segundo a tradição.
O ícone, trazido a Constantinopla no século X e vendido a mercadores venezianos no século XIII, reproduz a face de Jesus, de frente e perfeitamente simétrica.
A relíquia está na capela Redemptoris Mater, do Vaticano. É a primeira que se exibe publicamente na Europa.

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