Nova York - Apesar das crescentes preocupações em relação à proliferação de armas nucleares numa era de guerra contra o terrorismo, a conferência da ONU para rever o Tratado de Não-Proliferação (TNP) não teve sucesso em estabelecer novas medidas para conter a ameaça, afirmou o diplomata brasileiro Sérgio Duarte, que presidiu a conferência. ''Lamento que a conferência não foi capaz de promover um consenso, além de ter sido incapaz de estabelecer qualquer recomendação'', disse Sérgio Duarte na sexta-feira, durante a sessão plenária dos representantes de 150 países que durou um mês.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, também lamentou a falta de resultados práticos. ''Os países membros perderam uma oportunidade vital para reforçar nossa segurança coletiva contra as várias ameaças nucleares'', disse o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
O fracasso foi ainda mais amargo se comparado às duas conferências anteriores de revisão do TNP, em 1995 e 2000, que conseguiram grandes avanços ao tornar o tratado permanente e listar 13 medidas a serem implementadas com vistas ao desarmamento.
Durante a conferência, os Estados Unidos se recusaram a fazer qualquer promessa de desarmamento, o Irã pressionou pelo reconhecimento de seu direito à tecnologia nuclear pacífica e o Egito insistiu na aplicação de sanções contra Israel, por não declarar suas armas atômicas e não se juntar ao TNP.
Segundo Sérgio Duarte, a conferência fracassou devido à ''falta de convergência dos Estados-membros em encontrar a melhor forma de alcançar os propósitos e objetivos do tratado''.

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