Beirute - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque contra o Museu Bardo em Túnis, que deixou 21 mortos na última quarta-feira, de acordo com uma mensagem de áudio postada nesta ontem em sites jihadistas. O grupo jihadista, que atua na Síria, Iraque e Líbia, ameaçou a Tunísia com novos ataques.
Descrevendo o atentado contra o museu com um "ataque abençoado contra um dos lares infiéis na Tunísia muçulmana", a voz que lê o comunicado diz que a operação sangrenta foi realizada por "dois cavaleiros do califado, Abu Zakaria al-Tunsi e Abu Anas al-Tunsi."
Eles estavam "armados com armas automáticas e bombas" e "conseguiram cercar um grupo de cidadãos de países cruzados, semeando o terror nos corações dos infiéis".
"O que vocês viram é apenas o começo. Vocês não vão desfrutar de segurança nem paz", continuou a gravação. O número oficial de mortos no ataque é de 20 estrangeiros e um tunisino, segundo o ministro da Saúde Saidi Aidi. Das vítimas, 13 foram identificadas, incluindo três japoneses e dois franceses.

Papa Francisco
O papa Francisco condenou o atentado na Tunísia, que chamou de "ato contra a paz e a sagrada vida humana", e afirmou que reza pelos parentes dos mortos e de todas as pessoas afetadas pelo drama, informou o Vaticano. "Informado do grave atentado terrorista cometido na quarta-feira na cidade de Túnis, que provocou muitas mortes e feridos, Sua Santidade o papa Francisco reitera a firme condenação de qualquer ato contra a paz e a sagrada vida humana", escreveu em um telegrama enviado ao arcebispo da cidade, Ilario Antoniazzi e assinado pelo número dois do Vaticano, Pietro Parolin, como exige o protocolo do Vaticano.
"Francisco se associa com a oração à dor das famílias de luto e a todos os afetados por este drama, assim como a todo povo tunisiano", completou a nota.

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