Estado Islâmico reivindica ataque que matou 12 em Berlim
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Diogo Bercito<br>Folhapress 
Madri, Espanha - A organização terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta terça-feira (20) o ataque com um caminhão que deixou 12 mortos em Berlim na noite anterior. Um dos canais oficiais da milícia divulgou uma nota afirmando que o autor do atropelamento era um de seus "soldados". A reivindicação não prova, no entanto, o envolvimento direto do EI nem de que maneira pode ter contribuído para o ataque. A ação pode ter sido realizada por um militante solitário, sem laços reais.
As autoridades alemães ainda não têm informações concretas sobre o atentado.
Sem evidências, a polícia soltou durante o dia um suspeito que estava sendo interrogado. Tratava-se de um refugiado paquistanês de 23 anos, detido próximo ao mercado natalino. Ele havia chegado à Alemanha em 31 de dezembro de 2015. O responsável pelas mortes ainda pode estar, segundo autoridades locais, à solta e possivelmente armado.
Mesmo antes da reivindicação do EI, o governo alemão vinha tratando esse caso, que deixou 48 feridos, como atentado. A chanceler Angela Merkel visitou o local das mortes e afirmou que "ainda há muito que não sabemos com certeza o suficiente, mas precisamos supor que se trate de um ataque terrorista". "Seria especialmente difícil lidarmos com isso se for confirmado que a pessoa que cometeu este ato era alguém que buscou proteção e asilo", disse. Merkel defendeu, no ano passado, a entrada de refugiados na Alemanha.
Sua fala coincidiu com aquela da polícia e de Thomas de Maizière, ministro do Interior. A imprensa local, porém, relatava não haver pistas para a investigação, uma sensação reforçada pela soltura do jovem refugiado.
MOTORISTA
Um caminhão atropelou o público de uma tradicional feira natalina em Berlim na segunda-feira (19), por volta das 20 horas do horário alemão (17 horas em Brasília). O suposto ataque ocorreu entre barracas servindo vinho quente e salsichas, diante da igreja Kaiser Villhelm.


