A brasileira ferida durante ataques ao escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas em Timor Oeste, Margarida Rodrigues de Vasconcellos, não corre risco de vida e seu estado de saúde é estável.
Ela está internada no Hospital Militar das Nações Unidas de Díli e acompanhada pelo chefe do escritório do Itamaraty na cidade, ministro Kywal de Oliveira, e pelo médico do batalhão brasileiro no Timor Leste.
Um dos sobreviventes do ataque disse ontem que foi salvo graças à ajuda de um corajoso casal indonésio que o ocultou em sua casa, junto com cinco colegas, enquanto turbas de milicianos os procuravam na vizinhança.
Seis horas antes do massacre, uma de suas vítimas, o trabalhador humanitário Carlos Caceres, de Porto Rico, enviou um e-mail para um amigo numa agência de segurança da Acnur na Macedônia, pedindo sua intervenção para reforçar as medidas de segurança em Atambua. ‘‘Essa gente daqui age sem pensar, e é capaz de matar um ser humano como mata mosquitos’’, disse Caceres.

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