A paraguaia Isolina Cardoso Mridha, 34 anos, casada há 14 anos com o muçulmano (nascido em Bangladesh) naturalizado paraguaio Abdul Bari Mridha, negou que o marido tivesse documentos ilegais e envolvimento com terroristas. Ela também criticou a ação violenta dos agentes da Fope durante a prisão e disse que os policiais teriam confundido o nome semelhate de um árabe com o do esposo.
Proprietários da loja Radha em Ciudad del Este, Isolina e Mridha têm dois filhos (um com 12 e outro de apenas um ano). A paraguaia, que cursa o quinto ano de direito em uma faculdade da cidade, não se conformou com a prisão ocorrida às 10h40 de ontem. ''A ordem de busca e captura era para um homem de origem libanesa chamado Adel Abdul Edig Abdel Bari. O nome é parecido com o de meu marido, mas ele (Mridha) é natural de Bangladesh'', declarou Isolina, lembrando que ambos são muçulmanos sunitas.
Assustada com a presença de policiais encapuzados durante a detenção do marido, a paraguaia disse que já acionou o advogado da família, Juvêncio Vasques, na tentativa de acabar com a ''confusão criada pela histeria mundial'' contra o povo islâmico, iniciada com os atentados ocorridos nos Estados Unidos. ''Sou muito religiosa e sou muçulmana.''
Depois de preso, Mridha foi levado à Central da Polícia Nacional em Ciudad del Este. Por volta das 17 horas, ele e o procurador de Justiça, Marco Alcaraz, seguiram viagem para Assunção. O advogado Vasques deve embarcar para a capital paraguaia esta manhã, na tentativa de liberar o bengalês.

mockup