Esperada nova onda de ataques em Bagdá
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de outubro de 2003
Joelle Bassoul<br>France Presse 
Bagdá As forças da coalizão e a polícia iraquiana ficaram em alerta ontem, primeira sexta-feira do mês de jejum muçulmano do Ramadã, em razão de uma advertência americana sobre uma nova onda de atentados no fim de semana. ''Há certos rumores sobre uma 'jornada de resistência' em Bagdá sábado e domingo'', assinalou a agência americana de assuntos consulares. ''Os cidadãos americanos são aconselhados a manter uma vigilância crescente e a continuar adotando as medidas necessárias para sua segurança'', acrescentou a agência em um comunicado. Os rumores de atentados que circulam em Bagdá apavoram seus habitantes. Alguns decidiram não mandar as crianças para a escola e também não ir para o trabalho hoje, primeiro dia da semana no Iraque.
Saddam Por outro lado, o paradeiro de Saddam Hussein, cuja lembrança está sempre presente entre os que o admiram ou temem, continua intrigando a todos. O porta-voz da Casa Branca, no entanto, afirmou que Saddam está acossado e será preso em breve.
''Saddam Hussein está acossado. Não está mais no poder. Não tem mais força alguma. É questão de tempo para que seja levado à Justiça'', disse à imprensa o porta-voz durante uma entrevista coletiva em Crawford (Texas), onde o presidente George W. Bush passa o fim de semana.
''Sabemos que algumas pessoas do antigo regime seguem ativas e que terroristas estrangeiros estão no Iraque'', disse McClellan ao comentar os ataques contra americanos nos últimos dias.
Embora muitas pessoas digam que ele está fugindo, alguns importantes oficiais americanos acreditam que o ex-ditador Saddam Hussein estaria coordenando e dirigindo muitos ataques no Iraque desde seu reduto em Tikrit, afirma ontem o jornal New York Times.
A informação dos serviços de inteligência sobre o possível papel de Hussein nos ataques não pôde ser corroborada, advertiu uma das fontes.
''Algumas versões apontam que, de alguma forma, ele estaria instigando ou fomentando parte da resistência à ocupação'', disse um oficial americano ao comentar as informações de inteligência.


