Os especialistas entrevistados pela imprensa italiana se mostraram pessimistas a respeito da saúde do Papa, um dia depois de João Paulo II ter sido submetido a uma traqueostomia. ''O mal de Parkinson não só expõe, mas predispõe às infecções das vias respiratórias superiores: a gripe é a principal causa de morte desses enfermos'', declarou o professor Bruno Bergamasco, diretor do Departamento de Neurologia de Turim.
O Sumo Pontífice sofre com o mal de Parkinson desde o início da década de 90. ''Nos últimos tempos, o Papa foi vítima de uma rápida aceleração de todos os transtornos vinculados a esta doença'', destaca o especialista. O dr. Bergamasco disse que a nova hospitalização do Sumo Pontífice ''é a demonstração de que seu sistema imunológico já não pode combater as infecções''.
''A afonia é quase total e já não pode manter-se de pé'', acrescentou o professor, lembrando que o desaparecimento do tremor de suas mãos se deve simplesmente ao aumento da rigidez dos órgãos''. ''O principal risco nesses casos é o edema pulmonar. Infelizmente, em geral se trata do último sinal'', concluiu.
Seu pessimismo foi compartilhado pelo ex-anestesista o Papa, o professor Corrado Mani, que disse que João Paulo II sofre ''fadiga após fadiga em um organismo indubitavelmente já debilitado''.
''A hospitalização do início de fevereiro e a de ontem são verdadeiras crises respiratórias. O ar já não entra nos pulmões e, portanto, existe o risco de uma parada cardiovascular'', afirmou o especialista.

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