São Paulo - Uma comissão de especialistas americanos iniciou uma investigação para apurar as causas do acidente aéreo que deixou um morto e mais de 20 feridos na ilha colombiana de San Andrés. O Boeing 737-700 da companhia Aires, que transportava 131 pessoas, chocou-se ontem bruscamente com o solo pouco antes do pouso, o que o fez se partir em três. Chovia forte no momento da queda.
O piloto do avião disse que um raio causara o acidente, mas o ministro colombiano do Transporte, Germán Cardona, afirmou ontem que ''qualquer coisa que se diga neste momento não passa de especulação''. As investigações podem se estender por até quatro meses.
Na queda, uma mulher de 73 anos morreu após uma parada cardíaca; houve ainda cinco feridos em estado grave e ao menos 20 pessoas com ferimentos leves. A brasileira Caroline Gonçalves, grávida de 5 meses, segue hospitalizada em observação numa clínica em San Andrés. O estado dela é estável.
O governo colombiano cedeu dois aviões para transportar os feridos a Barranquilla, no norte do país, e à capital Bogotá. Para o professor de aeroportos e transportes aéreos da Poli-USP Jorge Eduardo Medeiros, o mais provável é que um fenômeno conhecido como ''tesoura de vento'' tenha causado a queda. ''Quando o avião se aproxima do solo durante uma tempestade, atravessa camadas de ar em velocidades diferentes. Mudanças muito bruscas de velocidade podem derrubá-lo.'' Segundo ele, a menos que a aeronave estivesse muito perto do solo, o que contrariaria a versão corrente, é que um raio poderia ter algum efeito. ''O risco do raio é quando o avião está no solo.''
A tesoura de vento pode ocorrer em todas as fases de voo, mas é especialmente perigosa no pouso e na decolagem.

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