Associated Press
De Madri
Com as forças de segurança em estado de alerta máximo diante da ameaça de atentados, centenas de milhares de espanhóis realizaram ontem manifestações de protesto em toda a Espanha contra o ETA. O grupo rompeu domingo trégua de 14 meses, advertindo que retomaria ‘‘a luta armada na sexta-feira, para libertar o País Basco’’.
Os espanhóis, incluindo os bascos, pediram ao ETA, em manifestação silenciosa de 5 minutos, que reconsidere sua posição e adote o cessar-fogo definitivo. A organização extremista atribui a retomada da campanha de violência ao que classifica de intensificação da repressão contra seus dirigentes na Espanha e na França. E acusa as autoridades espanholas de ‘‘dar as costas à negociação da paz’’.
Em Vitoria, capital do País Basco, milhares de pessoas apoiaram concentração convocada pelo governador basco, Juan Jospe Ibarretxe, sob o lema bakea behar dugu (precisamos da paz), diante do Palácio de Ajuria Enea (sede do governo). Participaram todos os partidos com representação no Parlamento local, incluindo o Herri Batasuna, apontado como braço político do ETA.
O governador, do Partido Nacionalista Basco (PNB), exortou os militantes da ETA a abandonar definitivamente a luta armada. Xavier Arzallus, presidente do PNB, fez um comentário pessimista: ‘‘O ETA jamais deu ouvidos às manifestações populares’’.
O governo espanhol criticou duramente a forma como os partidos bascos moderados encaram a questão do terrorismo, acusando-os de ‘‘dar asas’’ ao ETA. Em Bayona (no País Basco francês), as repartições públicas foram interditadas ontem por causa de denúncias de bombas.

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