Madri - Os últimos soldados da Espanha que estavam no Iraque cruzaram a fronteira do país com o Kuwait às 15 horas local (11 horas em Brasília) de ontem, encerrando a missão espanhola junto à coalizão dirigida pelos Estados Unidos, anunciou o ministro espanhol da Defesa, José Bono.
Segundo ele, minutos antes das três (da tarde), o chefe do contingente, general José Manuel Munoz, telefonou comunicando que a retirada havia sido concluída. ''A transferência ocorreu sem nenhuma novidade'', explicou o ministro à imprensa, dizendo que logo em seguida informou o fato ao rei Juan Carlos e o presidente de governo, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero.
Acrescentou que os militares, que faziam parte do contingente de apoio ao avanço das tropas, já estão no Kuwait e chegarão em casa na próxima segunda-feira à tarde, no máximo. Os militares espanhóis deixaram a Base da Espanha em Diwaniya, ao sul de Bagdá, ontem, após uma cerimônia militar durante a qual arriaram a bandeira espanhola e passaram o controle das instalações a uma unidade americana.
Desde agosto passado, mais de 1300 militares espanhóis estavam encarregados da segurança em duas províncias da região centro-sul do país: Najaf e Al-Qadissiya, cuja capital é Diwaniya. As tropas espanholas, com contingentes menores procedentes de El Salvador, República Dominicana, Honduras e Nicarágua formavam a Brigada Plus Ultra, que dependia de um comando superior polonês.

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