Espanha festeja casamento da Infanta
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sábado, 04 de outubro de 1997
France Press Barcelona 
France PressFelicidadeCristina e seu marido, o desportista profissional I¤aki Urdangarín, logo após a cerimônia. Além de representantes da nobreza de toda a Europa e de outros continentes, milhares de pessoas cercaram a Catedral de Barcelona, ovacionando demoradamente o casal de noivos A infanta da Espanha, Cristina de Borbón, de 32 anos, segunda filha dos reis da Espanha, e o jogador profissional de handebol I¤aki Urdangarín, de 29, casaram-se ontem em Barcelona, em uma cerimônia presenciada por representantes de toda a nobreza mundial.
Sorridentes, serenos, elegantes, emocionados, trocando olhares ternos, em meio aos belos acordes musicais de Mozart e Schubert, os noivos pronunciaram o sim às 11h30 locais, enquanto podiam ser escutados do interior do templo os gritos da multidão que acompanhava o casamento do lado de fora. Não são dois, só uma carne, disse durante a cerimônia o arcebispo oficiante Ricard Maria Carles, que lembrou durante sua homilia a simplicidade do casal.
As milhares de pessoas que se concentraram diante da catedral gótica de Barcelona receberam com aplausos os convidados mais conhecidos, como o príncipe Rainier de Mônaco e a Rainha Noor da Jordânia, aclamada como bela, bela, e com autênticas ovações os membros da família real espanhola. Mas a ovação se tornou um verdadeiro estrondo com a chegada da noiva.
A infanta Cristina, que percorreu em Rolls-Royce seis quilômetros, do Palácio Albéniz até a catedral, onde chegou acompanhada por seu pai, o Rei Juan Carlos, usava um traje de seda branco, estruturado em três corpos, com uma cauda de 3,25 metros.
Com a elegância própria de alguém acostumado aos grandes acontecimentos esportivos - é jogador do Barcelona e da seleçã espanhola de handebol -, I¤aki esperou tranquilo a noiva ao pé do altar, conversando com sua família.
Quatro semanas depois dos funerais da princesa de Gales, este casamento real - o segundo na Espanha pós-franquista, depois do matrimônio da filha mais velha, a infanta Elena, em Sevilha (Sul) em março de 1995 -, foi uma oportunidade para o encontro de altezas reais de todo o mundo.
Elas estavam vestidas com trajes curtos, nos quais predominava a cor salmão, evitando a golpes de leques o calor que reinava no interior do templo, e eles com sóbrios fraques negros e cinzas, como o usado pelo noivo.
Entre os 1.300 convidados, figuravam o Rei Constantino da Grécia, irmão da Rainha Sofia, o Rei Miguel da Romênia, o príncipe Alejandro da Iugoslávia, os príncipes de Lichtenstein, os duques de Bragança, o príncipe Takamade do Japão e a princesa Meriem de Marrocos.
O Governo espanhol, os ex-chefes do Executivo, os presidentes das comunidades autônomas, o corpo diplomático creditado em Madri, representantes do mundo esportivo, como o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Juan Antonio Samaranch, ou cultural, como o prêmio Nogel de Literatura Camilo José Cela, lotaram a catedral.
No lado de fora do templo, nas ruelas do bairro gótico da capital catalã decorado com milhares de cravos brancos e em meio a espetaculares medidas de segurança, milhares de pessoas acompanharam a cerimônia, que foi transmitida ao vivo por emissoras de televisão do mundo inteiro.


