Eslavos revoltados com o assassinato de cinco soldados por rebeldes destruíram, numa cidade sulista da Macedônia, casas e lojas de albaneses étnicos na noite de quarta-feira e madrugada de ontem.
A polícia informou que cerca de 100 casas foram danificadas e uma mesquita foi incendiada nos distúrbios em Bitola, 150 km ao sul da capital Skopje. A rádio estatal divulgou que 13 pessoas ficaram levemente feridas. Cinco pessoas foram presas.
A violência fez aumentar a tensão alimentada pela decisão do primeiro-ministro Ljubco Georgievski de pedir ao parlamento a aprovação de uma declaração de guerra contra os rebeldes albaneses étnicos, apesar de apelos internacionais por uma solução pacífica do conflito.
A decisão de quarta-feira foi tomada menos de um dia depois que cinco soldados morreram e sete ficaram feridos em ataques rebeldes – a mais séria escalada de violência em semanas. Não havia informações sobre quando seria realizada uma sessão extraordinária do parlamento a pedido de Georgievski.
Em Bruxelas, Bélgica, um representante dos rebeldes deu pouca importância à ameaça de declaração de guerra. ‘‘De fato, já temos um estado de guerra’’, afirmou Musa Xhaferri, representante político do Exército de Libertação Nacional baseado na Suíça.
O porta-voz do Exército Blagoja Markovski disse à Associated Press que continuaram hoje choques esporádicos com os rebeldes em duas frentes, nas proximidades da segunda maior cidade do país, Tetovo, no noroeste, e perto de Kumanovo, no norte.
Ontem a OTAN pediu Governo da Macedônia que não declare estado de guerra no país contra os rebeldes albaneses porque isso não seria ‘‘construtivo’’, segundo um responsável da Aliança, que pediu para não ser identificado. A declaração foi feita à margem de uma reunião dos ministros da Defesa da OTAN.

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