As equipes internacionais de resgate começaram a trabalhar ontem nas regiões atingidas pelo violento terremoto que na sexta-feira passada devastou o Estado de Gujarat (oeste da Índia) quando as possibilidades de achar sobreviventes diminuíam a cada hora.
Novos tremores causaram pânico no domingo na grande cidade de Ahmedabad, onde milhares de pessoas passaram a noite ao ar livre.
O balanço oficial do terremoto no domingo era de 2.366 mortos, mas vários altos dirigentes indianos, como o ministro da Defesa, George Fernandes, citaram estimativas que giravam em torno dos 15 mil mortos. A agência de notícias indiana PTI mencionou um balanço de 33 mil feridos.
Mais de 48 horas depois do devastador terremoto, continuavam ontem os intensos esforços para localizar sobreviventes em meio aos escombros dos centenas de prédios desabados em Gujarat.
Equipes de salvamento da Turquia, Rússia e Suíça já se encontravam na zona da catástrofe. Havia previsão de reforços procedentes da Grã-Bretanha, Itália e França ao longo do dia.
A água, a eletricidade e as comunicações não foram restabelecidas no domingo em inúmeras localidades da região. As autoridades lamentavam a carência de medicamentos.
‘‘O tempo urge para centenas de pessoas ainda soterradas sob os escombros’’, declarou o chefe adjunto da administração de Bhuj, K. Gadhoi. ‘‘Os pedidos de socorro são cada vez mais fracos e menos numerosos. Estamos nos sentindo impotentes’’, assegurou.
Em Ahmedabad, uma equipe de socorro suíça acompanhada por cachorros conseguiu resgatar dois sobreviventes presos durante mais de 43 horas sob os escombros de um edifício.
‘‘Se uma pessoa está bloqueada num bolsão de ar, perto de uma cozinha ou de uma passagem de água, pode sobreviver durante uma semana’’, declarou o chefe ajudnto da equipe suíça, Hans Peter Sutter. ‘‘Caso contrário, há muito poucas esperanças depois de três dias’’, concluiu.
Em Bhuj, o exército continuou com as buscas durante toda a noite, mas sem gruas e outros equipamentos, as tarefas transcorriam lentamente. O principal hospital da cidade foi destruído e as autoridaes locais preparavam ‘‘cremações em massa’’.
Segundo algumas estimativas, o número de mortos em Bhuj é de 6 mil pessoas. A PTI anunciou que 188 dos 268 presidiários da prisão de Bhuj fugiram quando o terremoto destruiu o muro do estabelecimento.

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