A Aliança do Norte paralisou ontem a ofensiva sobre Kunduz com o objetivo de que fossem feitas negociações críticas para a rendição que evitaria o maior dos massacres da guerra no Afeganistão. Fontes afegãs na capital do Tajiquistão, país vizinho ao Afeganistão, disseram que o vice-ministro de Defesa da Aliança, Atikulá Barialai, deu o prazo final de três dias aos milhares de talebans e mercenários estrangeiros que estão na cidade para se render sem condições.
Segundo as fontes, Barialai declarou no oitavo dia de invasão à última base taleban no norte do país que se houver um combate, este será sangrento.
Os bombardeios norte-americanos para minar as posições talebans também foram reduzidos notavelmente por causa das negociações em andamento e porque o céu está enevoado.
Outras fontes disseram que as negociações entre os comandantes talebans Dadullá e Fazal e o general da Aliança, Abdul Rashid Dostum, estavam previstas para ocorrer na metade do caminho para Mazar-e-Sharif, a cerca de 150 quilômetros do leste de Kunduz. Mas Dostum anunciou logo que não aceitaria a condição de abrir um corredor para a saída de milhares de talebans e mercenários árabes fiéis a Osama bin Laden.

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