Decisão completa medida de 2013, quando Grupo de Escoteiros passou a aceitar a participação de homossexuais
Decisão completa medida de 2013, quando Grupo de Escoteiros passou a aceitar a participação de homossexuais | Foto: George Frey/Getty Images/AFP



Washington - Os "Boy Scouts of America" acolherão em suas fileiras crianças transgênero, anunciou o grupo de escoteiros na segunda-feira (30), em uma decisão que representa uma mudança total de sua política tradicional a respeito. O diretor-executivo da organização, Michael Surbaugh, disse que o grupo agora permitirá que pessoas que não se reconheçam como pertencentes ao sexo com o qual foram inscritas ao nascer possam ingressar no grupo de escoteiros, deixando para trás definições centenárias. "Percebemos que tomar as certidões de nascimento como ponto de referência não é mais suficiente", afirmou Surbaugh em uma declaração.

"As leis e as comunidades agora interpretam a identidade de gênero de uma maneira diferente. E estas novas leis variam amplamente de um Estado a outro", observou Zach Wahls, fundador do grupo "Scouts pela Igualdade", que saudou o "passo histórico" dado pela organização. "Estamos enormemente orgulhosos de Joe Maldonado - o menino transgênero de Nova Jersey cuja expulsão no ano passado acendeu esta controvérsia nos escoteiros americanos - e de sua mãe Kristie por sua valentia ao fazer o que eles sabiam que era certo", disse Wahls em um comunicado.
"Também nos sentimos orgulhosos dos 'Boy Scouts' por decidirem fazer o certo", acrescentou.

A decisão completa uma medida de 2013, de admitir os homossexuais.
Com 2,3 milhões de membros e cerca de 1 milhão de adultos voluntários, a filial americana é uma das mais importantes dos "Boy Scouts" em nível internacional.

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