LONDRES - Aliados dos Estados Unidos na Europa e no Oriente Médio saudaram ontem a indicação de Madeleine Albright para o Departamento de Estado, com a Rússia considerando que ela será ‘‘uma boa parceira para o diálogo’’.
Os aliados da Europa Oriental destacaram a compreensão de Albright, nascida na antiga Tchecoslováquia, dos assuntos europeus. Mesmo a França, que está envolvida numa série de confrontos políticos com Washington, a classificou de uma pessoa de ‘‘grandes qualidades’’.
Israel reagiu com muita satisfação à nomeação de Albright, atualmente embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, onde é amplamente vista como uma pró-israelense.
A primeira reação do Iraque, onde Albright foi certa vez rotulada de ‘‘bruxa’’, foi discreta, com o embaixador iraquiano na ONU dizendo esperar ver uma melhoria nas relações entre os dois países.
A China, congratulando Albright, anunciou que espera que ela ajude a melhorar os laços sino-americanos que têm sido fortemente abalados por uma série de disputas, de Taiwan à proliferação de armas e comércio.
Albright foi indicada quinta-feira para suceder a Warren Christopher numa reforma promovida pelo presidente Bill Clinton em sua equipe de segurança nacional.
O ministro do Exterior da Rússia, Yevgeny Primakov, afirmou à agência Interfax que Albright era uma ‘‘boa profissional, uma pessoa que defende firmemente suas convicções e algumas vezes com dureza’’. Ela será, ele disse, uma ‘‘boa parceira para o diálogo’’.
O ministro do Exterior alemão, Klaus Kinkel, chamando a atenção para o passado tcheco de Albright, expressou ‘‘grande prazer e satisfação’’ com sua indicação. Em Londres, o secretário do Exterior britânico, Malcolm Rifkind, afirmou que estava ansioso por trabalhar mais estreitamente com ela.

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