Escolha de Albright é bem vista pelos aliados
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sábado, 07 de dezembro de 1996
Reuter 
LONDRES - Aliados dos Estados Unidos na Europa e no Oriente Médio saudaram ontem a indicação de Madeleine Albright para o Departamento de Estado, com a Rússia considerando que ela será uma boa parceira para o diálogo.
Os aliados da Europa Oriental destacaram a compreensão de Albright, nascida na antiga Tchecoslováquia, dos assuntos europeus. Mesmo a França, que está envolvida numa série de confrontos políticos com Washington, a classificou de uma pessoa de grandes qualidades.
Israel reagiu com muita satisfação à nomeação de Albright, atualmente embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, onde é amplamente vista como uma pró-israelense.
A primeira reação do Iraque, onde Albright foi certa vez rotulada de bruxa, foi discreta, com o embaixador iraquiano na ONU dizendo esperar ver uma melhoria nas relações entre os dois países.
A China, congratulando Albright, anunciou que espera que ela ajude a melhorar os laços sino-americanos que têm sido fortemente abalados por uma série de disputas, de Taiwan à proliferação de armas e comércio.
Albright foi indicada quinta-feira para suceder a Warren Christopher numa reforma promovida pelo presidente Bill Clinton em sua equipe de segurança nacional.
O ministro do Exterior da Rússia, Yevgeny Primakov, afirmou à agência Interfax que Albright era uma boa profissional, uma pessoa que defende firmemente suas convicções e algumas vezes com dureza. Ela será, ele disse, uma boa parceira para o diálogo.
O ministro do Exterior alemão, Klaus Kinkel, chamando a atenção para o passado tcheco de Albright, expressou grande prazer e satisfação com sua indicação. Em Londres, o secretário do Exterior britânico, Malcolm Rifkind, afirmou que estava ansioso por trabalhar mais estreitamente com ela.


