France Presse
São Francisco, Califórnia
Como em qualquer escola pública do mundo, barulhentos alunos inundam os corredores da Marina Middle School de São Francisco durante um intervalo de recreio, mas a aparente normalidade é truncada quando ao soar a campainha, as meninas tomam o caminho de uma classe e os meninos de outra.
A idéia da educação diferenciada com base no sexo não é novidade. Mas o ambicioso programa piloto iniciado esta temporada em cinco escolas públicas da Califórnia tem poucos antecedentes.
‘‘Separados, mas iguais’’, afirmam as autoridades educacionais para silenciar os que acreditam que se pode estar ante um caso de discriminação solapada e evitar as queixas judiciais, tão comuns neste país.
Marina é um dos centros que recebeu 500 mil dólares do Departamento de Educação estatal para criar ‘‘academias’’ separadas por um período experimental de dois anos, uma alternativa para o ensino misto que, nesta escola, é ainda o preferido pela maioria dos 800 inscritos.
Graças à ajuda, a escola média de Marina tem hoje seis classes, uma por sexo em cada um dos três graus que oferece (sexto, sétimo e oitavo) a seus alunos entre 11 e 14 anos.

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