France Presse
Mais de um século depois de ter degradado o capitão Alfred Dreyfus na Escola Militar de Paris, as forças armadas francesas reabilitaram solenemente ontem no mesmo local o oficial, na presença de seus descendentes e os do escritor Emile Zolá, que o defendeu em seu célebre manifesto ‘‘Eu acuso’’.
O ministro da Defesa, Alain Richard, inaugurou uma placa de mármore na entrada da escola de artilheiros, arma ao qual pertencia o capitão, injustamente acusado de ter entregue ao estado-maior alemão os segredos de um canhão da escola militar.
A placa, em homenagem a Alfred Dreyfus (1859-1935), traz o seguinte texto: ‘‘Neste local, no dia 5 de janeiro de 1895, o capitão Alfred Dreyfus foi degradado por um crime de alta traição que não cometeu. Neste lugar, a 21 de julho de 1906, depois e ter sido reintegrado às forçar armadas e promovido, o chefe de esquadrão Alfred Dreyfus foi feito Cavaleiro da legião de honra’’.
O teto termina com uma frase de Zola: ‘‘A verdade está em marcha e nada poderá detê-la’’.

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