Escócia deve se manter no Reino Unido
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Leandro Colon<br>Folhapress 
Edimburgo - Pesquisa divulgada na noite desta quinta-feira apontou que o voto contra a independência da Escócia sairia vitorioso no histórico plebiscito sobre sua separação do Reino Unido.
Segundo levantamento do YouGov, 54% dos moradores votaram pelo "não", ou seja, contra o fim da união de 307 anos com os ingleses, enquanto 46% foram a favor. O presidente do instituto, Peter Kellner, declarou ter 99% de certeza de que a apuração confirmará esse resultado. Os números oficiais estavam previstos para ser anunciados na manhã desta sexta-feira.
Cerca de 4,2 milhões de pessoas que vivem em território escocês estavam aptas a responder sim ou não à pergunta: "A Escócia deve ser um país independente?". Até a noite a expectativa era de uma adesão acima de 85% dos moradores, um recorde na história local. À noite, após o fechamento das urnas, ambas as campanhas celebravam o momento pelas ruas da capital, Edimburgo.
A reportagem acompanhou a votação em algumas seções da cidade. Como já ocorrera na campanha, a mobilização dos separatistas nos locais de votação - uma prática permitida - foi muito maior do que a dos "unionistas".
O clima, ao menos na capital, foi pacífico entre cada lado. Escócia deve se manter no Reino Unido, foram relatados em outras cidades.
A confirmação nas urnas de que a Escócia permanecerá no Reino Unido será um alívio para o primeiro-ministro britânico, David Cameron, conservador, e o líder da oposição, Ed Miliband, do Partido Trabalhista. Uma vitória do "sim" provocaria uma pressão pela renúncia do premiê, que, ainda assim, sai desgastado por causa do crescimento dos separatistas nas últimas duas semanas.
Já a continuidade da Escócia como parte do território britânico será essencial no equilíbrio de forças em Londres para os trabalhistas tentarem recuperar o poder nas eleições gerais de 2015.


