Escândalo da ‘parapolítica’ abala Colômbia


France Presse
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Bogotá -A prisão do primo do presidente colombiano Alvaro Uribe agravou os efeitos do chamado processo da ''parapolítica'', iniciado desde 2006 e que busca apurar os nexos entre políticos e grupos paramilitares da extrema direita. A investigação, que envolve em maioria membros da coalizão política sustentada pelo governo do presidente Alvaro Uribe, é feita pela Corte Suprema de Justiça e a Procuradoria Geral da Nação.
O máximo tribunal da justiça colombiana se encarrega de investigar os congressistas, enquanto a Procuradoria se incumbe dos ex-parlamentares ou líderes políticos sem cargo no Executivo.
Até o momento, 63 políticos foram vinculados ao processo da 'parapolítica', como é chamado na Colômbia, dos quais 36 congressistas ou ex-congressistas foram presos desde 2007 e outros 30 estão sendo investigados. Entre os investigados está a atual presidente do Congresso, a governista Nancy Gutiérrez.
O chamado escândalo da parapolítica foi deflagrado em 2006, no país, através da revelação de vínculos de políticos com paramilitares, os grupos armados de extrema-direita denominados ''autodefesas''. Segundo denúncias, vários líderes políticos e funcionários do governo teriam sido beneficiados pela aliança que estabeleceram com os grupos ilegais; alguns teriam conseguido eleger-se em prefeituras, conselhos municipais e no Congresso nacional.
De acordo com as denúncias, políticos vinculados a estes grupos paramilitares desviaram dinheiro para financiar operações armadas, com massacres e assassinatos seletivos de líderes sindicais e comunitários.

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