O papa Bento 16 salientou na semana passada que os cristãos não devem aceitar injustiças, como ‘‘o assassinato de crianças inocentes que ainda não nasceram.’’ O pontífice, porém, não citou os casos de pedofilia que assolam a Igreja Católica da Europa e Estados Unidos.
  Durante uma solenidade que integrou as celebrações da Páscoa no Vaticano, Bento 16 argumentou que os direitos devem ser respeitados, já que são ‘‘o fundamento da paz’’. A nova condenação do papa ao aborto coincidiu na Itália com a chegada aos hospitais do país dos primeiros lotes da pílula abortiva RU486, que teve a comercialização autorizada em dezembro após um longo debate no Parlamento.
  Chamou a atenção o fato de que o pontífice não fez nenhuma menção às recentes denúncias de abusos sexuais contra sacerdotes em dioceses e escolas católicas de diversos países, como Alemanha, país natal do pontífice, Irlanda, México, Itália,
Estados Unidos, entre outros.
  O escândalo sobre os acobertamentos de abusos sexuais de crianças por parte de padres foi revelado na Igreja Católica da Irlanda e atingiu o Vaticano com intensidade ainda maior que o escândalo semelhante que atingiu os Estados Unidos oito anos atrás.

● Foi eleito como o 266º Papa, com a idade de 78 anos, em 19 de abril de 2005

● Refere-se à atração sexual por crianças ou adolescentes. É classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto, e também como um desvio sexual, pela Organização Mundial de Saúde

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