France Presse
De Legaspi, Filipinas
Mais de 16 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas em função da entrada em atividade do vulcão Mayon, que na manhã desta quinta-feira lançou uma nuvem de vários quilômetros de cinzas e lava incandescente, indicaram as autoridades. Até ontem à tarde não havia registro de vítimas desde que o vulcão, situado a leste do país, a 200 km de Manila, voltou a entrar em atividade.
Uma enorme coluna de fumaça de cerca de dez quilômetros se formou, enquanto que as cinzas e as pedras incandescentes eram jogadas da cratera que fica a 2.462 metros, segundo testemunhos. A escuridão nos céus da cidade forçou os motoristas a ligar os faróis em pleno dia. Os vôos com destino a Legaspi, capital da província de Albay, foram cancelados.
O presidente Joseph Estrada declarou estado de catástrofe natural em todas as cidades atingidas e um raio de 7 a 8 quilômetros em torno do vulcão.
Cinco explosões seguidas foram registradas de manhã pelos cientistas do Instituto filipino de Vulcanologia e Sismologia (Phivolcs).
O diretor do instituto, Raymundo Punongbauan indicou que a camada de material ígneo que desce pelas ladeiras do vulcão a uma velocidade de oito quilômetros por hora atinge temperaturas de até 800 graus centígrados.
Segundo o Phivolcs, a magnitude da erupção do Mayon é ‘‘cem vezes menor’’ do que o do Pinatubo, em 1991. Esta última cobriu de cinzas uma parte do país e alterou parcialmente o clima do planeta durante vários anos.
O Mayon entrou em erupção pelo menos 40 vezes desde 1616. A última erupção, em fevereiro de 1993, provocou pelo menos 78 mortos. Em 1814, uma enorme erupção sepultou uma localidade inteira.

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